sexta-feira, 20 de abril de 2012

A busca por música árabe


Não é pecado compartilhar conhecimentos e dicas...Na dança árabe vivemos um mundo de troca,arte,amor,respeito e cultura e muuuuitaaaaaaaaa música.Claro que ás vezes penamos para encontrar músicas e cd's de bom gosto e até inéditos.Como sabemos,existem cinco estilos diferentes de música árabe para a dança do ventre: músicas modernas, músicas folclóricas, músicas clássicas, solos de percussão e taksim.
É importante que a bailarina de dança do ventre conheça as diferenças entre as músicas e saiba identificá-las, para não realizar danças em músicas inadequadas.
*Músicas modernas geralmente são lineares, não oferecendo grandes mudanças. Costumam apresentar um ritmo só do início ao fim, e o mais comum é o ritmo said, embora às vezes possa ter também o baladi e o malfuf. Geralmente elas são cantadas, e como exemplos de cantores modernos temos Ehab Tawfic, Amr Diab, Tarkan,Nancy entre outros....
*Músicas folclóricas são aquelas adequadas para as danças folclóricas árabes dos mais diversos países, como a dança da Bengala, o Khaleege, entre outros. Entre os ritmos mais presentes estão o Said, o Malfuf, Falahi, o Soudi, o Ayubi.
*Músicas clássicas: são as músicas mais longas, podendo ter até 12 minutos de duração. São também as mais difíceis de dançar, pois apresentam muitas variações de ritmos, velocidades e instrumentos, exigindo da bailarina, portanto, uma variedade de passos e bem como habilidade para marcar as nuances da música.
*Solos de percussão, como diz o nome, só há percussão, não há voz e não há nenhum outro instrumento melódico. O principal instrumento de percussão é o derbak, então ele quase sempre estará presente em um solo.
*Taksim é um tipo de música onde há apenas o som de um instrumento melódico, que pode ser o violino, ou acordeon, ou uma flauta, ou alaúde, ou kanoun, entre outros. Nesta música o músico está improvisando, o que significa que o que está tocando não está escrito, e que não voltará a se repetir da mesma maneira.Leiam mais sobre o assunto: http://www.centraldancadoventre.com.br/artigos/310-reconhecendo-a-essencia-da-musica-arabe

E também no site:  www.vitorabudhiar.com/fuad2.htm

(fonte de pesquisa:Central da dança do ventre)

Aqui postei alguns links de pesquisa pessoal que divido com vocês: claro espero que todos façam um bom uso desta descoberta.

http://percusiones-de-africa-brasil-y-cuba.blogspot.com.br/ 















"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"  Cora Coralina

Maryah Nogueira





terça-feira, 3 de abril de 2012

Diva do Mês

Shalimar Mattar

 


O mês de Abril é esperado por muitos pois durante exatos 3 dias seguidos, o "mundo da dança árabe" só fala em um assunto: MERCADO PERSA.Corre-corre geral para excursões,preparação das bailarinas e grupos para montar coreografias,ansiedade para os workshops...Dá um orgulho viu,ter em nosso país um evento de tanta contribuição para a dança....baialrinas de todos os cantos do Brasil se encontra lá, o público em geral na expectativa pelas novidades que este evento trás.
 Só o Mercado Persa de 2011 recebeu 7.200 visitantes em 3 dias de atividades, isto é incrível para um país como o nosso que infelizmente nem todos valorizam a contribuição cultural que a dança traz a sociedade.
                                   Curiosidades sobre o MERCADO PERSA

O Mercado Persa acontece na cidade de São Paulo desde 1995 e é caracterizado por promover muitas apresentações de dança oriental (amadoras e profissionais) e por vender muitos artigos especializados às suas praticantes.
Pois bem, há mais de 20 anos atrás uma das precursoras da dança oriental árabe no Brasil decidiu realizar uma grande festa visando a confraternização dos praticantes de danças árabes e uma oportunidade para a divulgação de seus trabalhos.
Mestra Samira Samia teve então a visão de criar um dos principais festivais de dança do planeta! Sem saber ao certo que caminhos esse evento tomaria, a mestra alugou um salão em São Paulo e convidou as professoras que conhecia e os poucos prestadores de serviços que já atuavam em nossa área para um dia de muita dança e festa.
Só na  primeira edição,o evento contou com cerca de 30 profissionais, as alunas e um público da região, atraído pela curiosidade. O evento contou com cerca de 7 estandes com algumas mercadorias para dança mas a idéia inicial não era nem de venda mas sim de um mercado de troca de produtos.
Uma a uma, sem pressa, as profissionais subiam ao palco e dançavam tranquilamente apresentando seus trabalhos…e entre muitas danças, confraternizações, bate papos o dia foi um sucesso! Uma festa alegre com cerca de 300 pessoas.
A partir do ano seguinte Shalimar Mattar, filha da mestra Samira, decidiu inserir algumas novidades e assim o Mercado Persa, tal como conhecemos hoje, foi tormando forma. Criou normas e procedimentos para mostras de dança, idealizou o 1º Concurso de Dança do Ventre da América do Sul, Europa e Oriente.
Ano após ano o evento cresceu e evoluiu colaborando significativamente com o desenvolvimento do segmento da dança oriental em nosso país. Foi a partir do Mercado Persa que se iniciou a divulgação da dança oriental árabe para o público em nosso país, a criação de novos negócios e postos de trabalho e consequentemente o intercâmbio de serviços no segmento.

Com as competições os profissionais tiveram que se dedicar ainda mais ao estudo técnico da dança e conhecimento da cultura árabe o que vem contribuindo de forma acentuada para o seu desenvolvimento e organização.
Atualmente o formato do evento serve de modelo para eventos de todo o país.
E principalmente: criou um sistema de comunicação e aglutinação entre os profissionais da área contribuindo para uma expansão significativa desta arte de forma ordenada.
O Mercado Persa é parada obrigatória para todos os artistas da área, praticantes da dança e música, artesãos, profissionai, prestadores de serviços, lojistas, estilistas e apreciadores da arte. Portanto, abril é o mês da maior festa da dança oriental árabe do mundo.E o Brasil torna-se um verdadeiro Oásis de informação, cultura , beleza, alegria e muito amor pela arte.
Com a palavra a responsável pelo Mercado Persa :“Realizo este evento porque amo demais a arte, respeito essa cultura milenar e tenho imenso carinho por todos, que assim como eu, se dedicam a divulgá-la. Acredito realmente que a união em torno de algo puro como a arte contribui para nossa evolução como seres humanos além de trazer felicidade.
Amo o que faço e sou eternamente grata a minha mãe que me mostrou o caminho da arte como uma direção possível a se seguir me estimulando sempre a continuar. Espero de coração que o exemplo do Mercado Persa continue a ser seguido por todo o país para que outras pessoas também tenham a mesma oportunidade de participarem de uma confraternização que une as pessoas valorizando-as de igual maneira, sem qualquer distinção ou preconceito.Acredito sim que através da arte podemos contribuir para um mundo ainda melhor e tenho a certeza de que o projeto social do Mercado Persa em breve será abraçado por outros eventos em todo o país abrindo novas oportunidades para crianças e adolescentes, mostrando que é possível sim viver através da arte. ”



 Descendente de libaneses, Shalimar Mattar convive desde a infância com a cultura e arte orientais. Sua mãe, a mestra Samira Samia, sempre estimulou seu interesse pela dança e aos quatro anos, Shaly já iniciava o primeiro curso de Ballet Clássico, modalidade a qual se dedicou durante muitos anos até tornar-se professora. Além do ballet, estudou e atuou em grupos profissionais de sapateado americano e jazz.Uma de suas principais características profissionais é a tendência pela mescla de estilos e ritmos e por este motivo Shalimar ainda estudou dança de salão, havaiana, cigana, flamenco, afro e algumas modalidades típicas brasileiras.

Como Bailarina Profissional apresentou-se em praticamente todos os clubes, buffets, casas de espetáculos, centros de exposições e restaurantes típicos de São Paulo e também em eventos empresariais e festas particulares (casamentos, aniversários, comemorações).

                                  
                                              


Como Professora ministra cursos regulares e específicos para formação ou aperfeiçoamento de profissionais, além de workshops por todo o país. Muitas de suas alunas hoje são professoras renomadas no Brasil e bailarinas profissionais de grande sucesso nos Estados Unidos e países da Europa.
Como Coreógrafa já desenvolveu importantes trabalhos em espetáculos para profissionais da área, além de artistas circenses e atores de teatro. Em 2011, foi coreógrafa e diretora de duas alas na Escola de Samba "Gaviões da Fiel".
Pesquisadora da área de modalidades da dança do ventre, há alguns anos desenvolveu uma nova forma de execução da dança da espada; uma releitura que atualmente é adotada por profissionais conceituadas de todo o país. 
                                                            Oriente Total

  É um programa de aperfeiçoamento em dança oriental árabe, é, atualmente, um dos mais completos no mercado brasileiro. Idealizado por Shalimar Mattar,é direcionado aos profissionais que buscam especialização e aos praticantes com pelo menos dois anos de estudo que desejam se profissionalizar. 
Shalimar Mattar também já realizou trabalhos muito conceituados como editora do jornal Oriente Encanto e Magia (hoje também como a revista de edição mensal com grande circulação em nosso pais).
Shalimar também elaborou O Código de Ética da Dança do Ventre objetivando a organização e valorização do segmento envolvido com a dança do ventre no Brasil.
Esse é o resultado de um trabalho conjunto e democrático que contou com a participação de 439 praticantes dessa arte (amadoras e profissionais) durante um período de 10 meses de trabalhos.
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=c%C3%B3digo%20de%20%C3%A9tica%20da%20dan%C3%A7a%20do%20ventre&source=web&cd=2&ved=0CDUQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.malika.com.br%2FC%25C3%25B3digo%2520de%2520%25C3%2589tica%2520da%2520Dan%25C3%25A7a%2520do%2520Ventre.pdf&ei=ZJ17T8vqE4KDgAeXtOCNAw&usg=AFQjCNGzwtMxWRXN4rlGsjbgUKpM0tPcXw&cad=rja












Fontes:
www.mercadopersa.com.br
www.orienteencantoemagia.com.br
www.shalimarmattar.com
shalimardancaspersonal.blogspot.com  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Compartilhando

"Que todos que me conhecem, se puderem, usem alguns minutos, para ler este texto. Preciso da ajuda de todos que tiverem apenas um minuto, para compartilhar um comunicado importante sobre meu nome! Agradeço a atenção dos que lerem!" - Lulu Brasil

 Uma mulher, muitos nomes, apenas uma estória! 


 Eu nasci, 26 de setembro de 1966, e ganhei um nome que já vinha errado por conta das repartições públicas brasileiras. O que era para ser Luciana Uzunov, se transformou num cartório em São Paulo, Luciana Uzunof, o que me rendeu por anos e anos, na escola o apelido de um prato bem gostoso.  Lá era eu, chamada de Strogonof.
Muitos anos se passaram, e com 17 anos, conheci alguém que estaria em minha vida, pelo resto dos meus dias. Meu primeiro marido, adicionou ao meu nome mais dois nomes, um de origem espanhola, e outro de origem árabe. Lá fui eu me transformar em Luciana Uzunof Sabongi de Mello. Conheci a dança e ganhei mais um nome, que era tão difícil de falar e duplicar, que acabou virando pedrinha de esquecimento. Mas apenas para os registros, meu primeiro nome artístico foi Nejme et Leil – significado em árabe – estrela da Noite. Bonito né? Pena que as pessoas confundiam tudo e transformavam o mesmo em diversas outras versões, o que obrigou a abandonar esta primeira tentativa de um nome para dança.
Tive um apelido pequena ainda, que me desgostava muitíssimo. Foi dado por uma amiga de minha mãe, chamada Penha, e seria muitos anos mais tarde, meu nome definitivo. Era pequeninha – o que aliás nunca deixei de ser – e recebi o apelido de Lulú. Eu não gostava de jeito nenhum, a Penha me chamava, e eu dizia: Mas Penha, Lulú é nome de cachorro, olha aí, vem Lulú, vem!
Abandonei o nome ainda criança.
A dança me raptou e aos 18 anos me casei com meu sócio, então o mais simples era encontrar um outro nome que ficasse guardado na mente das pessoas, e que as ligasse a minha nova atividade artística como bailarina.
Aí Eureka, descobri que Lulú sem o acento, era Lulu, e que Lulu significava pérola em árabe....eu já tinha um nome desde um aninho de idade!!! Tirei o acento e virou Lulu....
Agora nada mais justo, era sócia de meu marido, e tinha em meu nome oficial um nome árabe, que se transformou na segunda parte de meu nome artístico.
Lulu Sabongi foi então o 4º nome que ganhei nesta vida.
1.    Luciana Uzunof
2.    Luciana Uzunof Sabongi de Mello
3.    Nejme el Leil
4.    Lulu Sabongi
O tempo passou e com este nome eu viajei o mundo, até o presente momento, cumpri minha meta de 29 países, um para cada ano de carreira, que fará aniversário de 29 anos em Dezembro deste ano.
O nome Lulu Sabongi passou a ser minha marca artística, mas a vida muda, e com ela como os rios, tudo segue seu curso.
Em 2005 , minha primeira parceria de vida, completou 21 anos e também se encerrou. Meu divórcio, e a posterior divisão das empresas que dividia com meu ex marido apresentou uma nova estrada a minha frente. Deixamos de ser parceiros, e dividimos as empresas que antes eram compartilhadas de forma igualitária, em duas empresas independentes.
A ideia era de que cada um seguisse seu caminho, ele com o entretenimento e a dança, e eu com o ensino.
As coisas não aconteceram bem assim, mas não vem mais ao caso.
A vida me preparava novas surpresas e me daria outros presentes.
Em 2007 , ganhei um novo nome e um novo amor,e em 2008 veio meu 5º nome, Luciana Uzunof Hartenbach, agora a misturinha é Búlgara e Alemã.
Pessoalmente já não usava meu segundo nome, mas ele  ainda existia em parte dentro de  meu nome artístico anterior, por uma questão de direito.
Chegou a hora da mudança. Não preciso de um sobrenome que de fato não faz mais parte da minha vida de qualquer maneira. Ele sobrevive nos meus filhos e nos laços eternos que a maternidade oferece.
Uma solicitação oficial de que não mais utilizasse meu próprio nome artístico, me fez acordar para algo que antes não chamava minha atenção.
Tenho certeza absoluta, de que sempre honrei, cada um dos nomes que recebi nesta vida, até mesmo os apelidos de criança, portanto está em minhas mãos, modificar mais uma vez, aquilo que eu mesma possuo.
Então agora pela primeira vez, eu mesma me dou de presente um nome. Presente este que sempre recebemos de outros, nossos pais por nascimento e oficialidade, nosso marido, pelo laço do casamento, nossos amigos, com os apelidos, e invenções pessoais. Agora sou minha própria fada madrinha e me chamo:
 


A partir de hoje esse é meu nome. Para trás fica o passado. O presente é um portal aberto e liberado, para que o novo entre, e que as aquisições que eu já alcancei, não necessitam de nada , nem mesmo um nome específico para serem notadas. 

Sou quem sou, não dependo de nenhum criador, assim como todas as outras bailarinas deste Brasil enorme, que se fizeram sózinhas, e foram reconhecidas na medida de seu merecimento e qualidade.
Ninguém faz ninguém, apenas nossa mãe, que é insubstituível, nos fez, com o auxílio providencial de nosso pai....no mais, a vida nos faz! e é para a vida que devemos satisfações e respeito. É no dia a dia, e em nossa permanência, que mostramos a que viemos!
Não vou reclamar por mudar, vou continuar seguindo meus sonhos e minhas paixões, pois são elas que me movem, além de todos os obstáculos, além da impossibilidade, além do medo de fracassar e muito mas muito além do olhar obtuso, daqueles que imaginam possuir o outro, de qualquer maneira que seja.
Sou de mim mesma, e escolho quem está por perto. Eu não possuo ninguém, e ninguém me possui.
Eu não fiz ninguém, e ninguém me fez!
Sou eternamente grata, a todas as pessoas que fizeram parte do meu caminho até agora. Também sou grata pelas que tomaram outros rumos, e até mesmo, pelas que se transformaram em estranhos.
Aprendi com todas, e com tudo e me transformo a cada dia.
Hoje tenho dois nomes apenas , um deles descreve quem sou  como mulher e com quem estou e é Luciana Uzunof Hartenbach
O outro descreve também quem sou, mas como bailarina, onde estou e desde quando eu sou!
Lulu from Brazil – since 1983
 

Agradeço a todas e todos que puderem fazer valer meu novo nome. Espalhem a notícia por favor.
Meus contratantes não devem mais usar meu nome antigo, mas sim o novo. O risco de usarem meu nome antigo, é que podem sofrer um processo.

Recebi uma intimação por parte de meu ex sócio,e ex marido,  de que não deveria mais usar meu próprio nome, o nome que é conhecido por mais de 30 países,e que eu mesma fiz, no decorrer de minha carreira.
Alguns podem pensar, porque não manter seu direito, porque não provar o quanto este nome é independente e ligado a você?


Eu decidi que não vale a pena brigar por isso. Não quero prejudicar meus patrocinadores, amigos, e também minha família com uma luta incipiente.

Afinal de contas, não são 7 letras que me farão viver  o desgaste e o investimento , para  proteger algo que já era  meu desde 1983.

O desapego é um exercício e eu estou fazendo minha lição de casa!


De coração obrigada por transformarem ( vocês todos, pessoas presentes por tantos anos )  minha vida em algo precioso, apesar de todos os desafios!



Texto publicado oficialmente: http://lulushangrilahouse.blogspot.com/