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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Compartilhando...

Eu sempre não podeia deixar de compartilhar com vocês um texto que li no blog da Rhazi, que eu sempre visito e sou fã:


(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Compartilhando...

 As dimensões do corpo,exclusivamente voltados á dança:







( Maryah Nogueira)

Compartilhando...

Nas minhas andanças pela net ta ai encontrei mais coisas interessantes... Bailar Magazine vale a pena conferir Por isso sou fã de Jade...!
Para maiores informações acessem:
http://www.bailarmagazine.com.br/


 “Ventrevest”




Jade El Jabel
Publicado em outubro 15, 2011 
Jade El Jabel
Jade El Jabel
Um grupo de 10 vestibulandos sentam-se à mesa do bar e fazem um Campeonato de Adivinhação da Tabela Periódica, definindo que o último a acertar paga a conta. A brincadeira dura apenas poucos minutos, pois todos os 10 a sabem de cor. Dá empate técnico, 4 deles demoram o mesmo tempo para lembrar a tabela toda e, portanto, devem pagar a conta. A conta chega: $ 160,00 a serem divididos pelos 4 perdedores e um deles pergunta: – Alguém tem uma calculadora?
É claro que estou aqui para falar de Dança do Ventre e contei esta historinha hipotética para fazer um paralelo com o que pretendo colocar: A atual Dança do Ventre (há exceções, sempre há, muitas, Graças a Deus!) está numa fase “Dança pré-vestibulanda”, onde decoram-se fórmulas e esquecem-se coisas simples, entretanto, fundamentais para o dia a dia de uma bailarina, como divisão (por 4!) na vida de qualquer criatura.
A menina entra para dançar: Linda, bem vestida, com um figurino “recomendado” de Costureira X ou Y, a custo de “Costureira da Moda” ou ainda (pior!) “Condição para ser aceita”. Cabelo e maquiagem impecáveis, sorriso aberto, corpo “dentro dos padrões definidos por sei lá quem”. Tudo que disseram que ela deveria fazer para ser aceita.
Entra no momento certo da música, com muito impacto, gira, sorri, ocupa todo o espaço com uma meia ponta de deixar qualquer Fifi Abdo de queixo caído e então lá vem ele… um violino! Um violino é um instrumento arredondado, pequeno, acinturado, que é tocado coladinho ao corpo, às vezes de olhos fechados o que, traduzindo para “Dançadoventrês”, pede (ou exige?) oitos, redondos, ondulações, movimentos cheios de sinuosidade, sensualidade, poesia e a “Candidata” (ui!) faz… braços! Molduras pré-aprovadas, perfeitas, organizadas. Então, surge um Qanoon, desenhando ondas trêmulas no ar, trêmulos pequeninos, irregulares, que sobem, descem, desaparecem e ressurgem de longas pausas de delicioso silêncio e a candidata… gira, gira, faz cambrés, arabesques, tudo muito lindo, muito limpo e… absolutamente fora do lugar.
Daí “tenque”… Tem que fazer uma cara assim, outra assado, olhar para todos os examinadores, sorrir, agradar, agradecer, seguir as regras, as fórmulas, os Guias… Tem que pular loucamente à simples menção de um Mizmar, porque daí é Saaid, tem que “bater cabeça”, numa simples menção de um “Soud”, porque daí, é Khaligie.
Um rítimo “incidental” é uma citação dentro de uma composição e não uma regra para a bailarina e, na minha opinião, o que quer que ela faça com graça, beleza, verdade e prazer, dentro do tempo, com bom gosto, sim, está certo!
Pergunte em uma sala com 30 brasileiros:
- Qual a diferença de Baião e Xaxado?
- De que região do Brasil vem a Catira?
- Qual é a diferença entre Aboio e Repente?
- O que é síncope?
Destas perguntas depende, um sujeito que se julga “músico brasileiro competente” sê-lo de fato, assim como apreciadores da música brasileira.
Depois que constatarmos que não sabemos, sequer o “mínimo” sobre a nossa própria música, podemos voltar a falar sobre ritmo e composição, mas já me adianto: É de uma prepotência sem precedentes acreditarmos que aqui, do outro lado do Planeta, podemos julgar com absoluta certeza, se um ritmo incidental é um Soud, Aiub, Núbio que têm, entre si a diferença de um Baião e um Xaxado (ambos, nós, ignorantes da música brasileira chamamos de “Forró”, que é, também, uma outra coisa, vem de “For all” – “para todos” em inglês – e trata-se da Festa, é um evento, é uma “Festa for all”.
Informação balsâmica para a sua cara de “?”. Dança do Ventre também é for all!!!
Uma dança com figurino e música árabes que não tem oitos, ondulações, redondos e shimmies é Fusão (ou “Fusion”, como a maioria prefere chamar), não é certo nem errado mas “do Ventre”, sem trabalho de Ventre, não, não é.
Como foi mesmo que isso aconteceu com a gente? Por onde e por que começou? Eu palpito que foram dois eventos paralelos aos “Concursos de Dança do Ventre”:
1 – A Dança do Ventre é difícil, mesmo, demora, às vezes dez anos para estar, realmente, Oriental, então começamos a “comê-la pelas rebarbas”, ensinando braços para a dança, ballet para a dança, leitura musical para a dança, coisas. Coisas em volta da dança.
2 – Fazer aula regular anda meio fora de moda… A menina vem para uma turma ou aula particular e eu pergunto “Quanto tempo de aula você tem?” e, depois de muita enrolação para responder, percebo que ela faz “Workshops de Dança do Ventre há X anos” e aulas particulares com o País inteiro para ser conhecida por bailarinas importantes o que irá, certamente (?), ajudá-la a “Passar no Ventrevest” de sei lá quem.
O tempo médio de Graduação em uma Universidade “quase impossível de entrar” varia de 6 a 10 anos. Ninguém ensinou o que fazer depois de “estar lá”, só aprendemos a “estar”, não aprendemos a ser, nem a aprender, nem a permanecer porque fórmulas servem apenas para isto. Estar. O ser é uma construção pessoal, ser profissional, então, uma outra construção que depende de um pouco de talento e muito esforço, então vem a frustração e a menina bate na minha porta uma vez mais “Eu fiz tudo direitinho! Tenho um guarda-roupa incrível, conheço todas as pessoas que deveria conhecer, fiz os cursos que tinha que fazer e ‘não aconteceu nada’!” e então, me resta a terrível função de comunicar a menina que para ser Bailarina de Dança do Ventre ela precisa aprender a dançar Dança do Ventre e, sim, estas coisas óbvias são as que devem ser repetidas porque são as que esquecemos primeiro, buscando a tal da fórmula que em tantos anos de apaixonado exercício de ensinar Dança do Ventre (17!!!) não há diabo que faça a menina convencer-se disso, por mais que eu diga.
Encerrados os meus argumentos, a contra-argumentação é quase sempre a mesma: “Você é a Jade, você pode se dar ao luxo de fazer o que quiser!”, lá vem mais uma informação-bálsamo: É o contrário, Bailarina!!! É justamente o contrário: Foi somente por fazer o que quero – e estudo, e acredito, seguindo o exemplo de algumas das maiores bailarinas do mundo – que eu cheguei até aqui.
Vai pro espelho, Bailarina! Pegue esse tempo de discussão de fórmulas, tome um banho bem gostoso, cuide da sua pele, faça muito carinho em você mesma, coloque uma roupa confortável, faça um chá de frutas vermelhas e vai ver a Fifi Abdo dançar…
É pra você, pra mim, pra Fifi, é for all!
Jade El Jabel
www.jadedancadoventre.com.br


Postado por Jéssica Assis

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Agradecimentos...

Estamos publicando as postagens do quadro Diva da Semana faz um tempinho, e receber o carinho e reconhecimento de vocês... Nossa é MUITO importante para nós !

Saibam que realizamos este trabalho com MUITO carinho e dedicação !

Obrigada por nos encher com tanta luz e tanto talento... Sucesso e mais Sucesso pra vocês !











 Postado por Jéssica Assis

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

As fases da dança do ventre

Sabemos que a dança do ventre é uma jornada para o resto da vida de todas as mulheres que se predisponham a levá-la a sério e tê-la consigo como balizamento emocional, e elemento estruturador da auto-estima.  Em se tratando de aprendizado com intuito profissional, existem algumas fases que devem ser conhecidas:

1) Sede de aprendizado - Tudo começa quando uma mulher tem o primeiro contato com a dança e vislumbra a possibilidade de vir a aprendê-la.  Nesse instante, quer saber tudo o que a professora sabe, e acredita que em um mês estará totalmente desenvolta a fim de se apresentar para quem mais gosta.

2) Desânimo ao achar que nunca vai aprender (primeiros 6 meses) - Aparece nas primeiras dificuldades com movimentos mais elaborados e que necessitam coordenação específica.

3) Confiança em acreditar que pode fazer (1 ano) - Após superar o desânimo e continuar com perseverança seus estudos de dança, percebe que, com treino, consegue fazer alguns dos movimentos já suficientes para cumprir os objetivos para os quais se determinou.

4) A primeira dança para o público - É o momento mais importante.  Aqui fica definida qual a estrada que vai trilhar.  Se as palmas e os elogios acontecem, provavelmente inicia-se um processo de euforia e a crença de que poderá ir além.

5) Início de danças para o público com mais freqüência (2 anos) - Início de uma fase difícil de lidar.  A bailarina acredita que domina seu público e que "já sabe tudo"e "pode ensinar muito".  Ouve pouco e fala demais.  Inicia uma fase de auto-confiança semelhante a uma bolha, que pode esvaziar a qualquer momento.  Ela mesma desenha para si uma promessa de sucesso; sua preocupação principal: o cachê. O ego começa a contrastar.

6) Desequilíbrio com o ego e dificuldades em lidar com a humildade - Lida com elogios de forma desequilibrada, podendo perder os traços de humildade.  É a tendência para criticar e o desconforto extremo quando vira para si o alvo da crítica.  Nesse momento, geralmente, começa a dar aulas, despreparada e sem a generosidade necessária.  Assim, não oferece a suas alunas o que de fato deveria.

7) Estrelismo (3 anos) - A pior de todas as fases.  O momento negro na carreira da bailarina de dança do ventre profissional.  Acredita que ninguém sabe mais do que ela: "todos precisam aprender".  É a senhora das palavras, das opiniões e das verdades.  Modéstia passa a ser uma palavra desconhecida e o convívio social é permeado pelo interesse profissional.  Por vezes, ao ser questionada sobre seu tempo de estudos em dança do ventre adiciona todos os cursos de balé que já fez na vida e diz "já estou trabalhando nessa área há dez anos", quando na verdade só começou a estudar a dança oriental há dois.  A inflação no tempo de experiência pode ser extendida para a lista de apresentações profissionais e até mesmo a dança no clube do bairro está lá presente no currículo.

8) O sucesso não chegou como previsto - É o momento da dúvida: afinal, o que saiu errado? A cartilha dizia que era esse o caminho; em que ponto do mapa fica o sucesso tão almejado?  O mapa, na verdade, não existe, e a bailarina percebe que precisará escrever seu próprio mapa, se desejar continuar.

9) Desânimo com o que já sabe - Acontece ao perceber que faz sempre as mesmas coisas, os mesmos movimentos, e dança sempre com as mesmas músicas.  Surge a sensação de que parou no tempo.  Já não se contenta mais com o pouco que desenvolveu e entra em depressão com a dança.  Em muitos casos, acaba realizando suas apresentações meramente para angariar recursos financeiros; é uma fase perigosa, pois a tendência aqui é "criar" formas de chamar a atenção para a dança, coisas que ninguém nunca fez e que, eventualmente, podem ser um grande chamariz para atrair as pessoas ou a mídia.  Um desrespeito à cultura e à arte.  É uma fase de procurar atalhos.

10) Estacionar com o aprendizado (4 anos) - Além do tédio de ter que se apresentar sempre com as mesmas músicas, as mesmas roupas (pois o ânimo e a criatividade parecem que foram embora para sempre), agora parece que já não existem fontes confiáveis e conhecimentos para adquirir, e o jeito será manter a dança como fonte de renda financeira, por mais pesado que pareça este fardo; e aparece a preocupação "tenho que aumentar meu cachê... afinal já estou há quatro anos trabalhando como profissional!".

11) Indecisão sobre a dança e seus propósitos pessoais - A dúvida começa a pairar.  Foi realmente um acerto ter escolhido esta estrada?  Acredita que já aprendeu tudo o que podia.  E mesmo assim o questionamento "ser uma estrela" ou "ser uma farsa" tem um grande impacto emocional.

12) Decisão de procurar novas fontes (5 anos) - Se conseguir superar a fase anterior, inicia-se um novo horizonte, com idéias, fluxos de criatividade e vibrações de possibilidades que antes pareciam obscuras.

13) Necessidade de reconhecimento - Começa a acreditar que ninguém, neste período todo de carreira, reconheceu seu valor e tudo o que aprendeu durante anos.  O mundo não a compreendeu e não reconhece o talento visível que é.

14) Amadurecimento e respeito pela arte (10 anos) - É o momento em que se atinge o primeiro platô de sabedoria.  Percebe que ainda não aprendeu absolutamente nada do que existe neste manancial de cultura e começa a respeitar mais seu corpo e seu aprendizado.  Percebe que a estrada é mais longa do que imaginava e agora a incorpora para sempre.  Já faz parte do seu sangue conviver com o aprendizado da dança.  A humildade começa a aparecer e fica difícil a convivência com as iniciantes que se encontram na fase do desequilíbrio com o ego.

15) Procura incessante por novas fontes e maneiras de dançar - O prazer agora, mais do que nunca, está na descoberta do que durante tantos anos esteve oculto: o conhecimento.  Encontra as respostas para muitas atitudes de antes e com tudo que toma contato percebe um sentido melhor, pois já teve oportunidade de sentir e compartilhar pessoalmente no passado.

16) Equilíbrio artístico e definição de métodos de ensino - Já não faz tanta diferença como os outros pensam ou como o mercado reage às suas investidas.  Desenvolve seu trabalho procurando sempre ferramentas para aprimorar seus métodos para ensinar, passar a frente tudo o que aprendeu.  O aprendizado e o aperfeiçoamento agora importam demais para si.

17) Especialização de danças e investimento na imagem (15 anos) - Começam a fazer parte do currículo danças folclóricas dos países árabes, mediterrâneo, sempre embasadas em um amplo conhecimento em cada assunto.  Seu nome começa a ganhar destaque no mercado da dança.  Cresce a credibilidade e desenvolve um trabalho sério.  Surgem os workshops.

18) Ensino do que aprendeu na carreira - Agora o mais importante é a alavancagem de maior conhecimento possível.  Esta passa a ser a fonte de seu prazer.  Sua dança só enriquece se descobre novas fontes de conhecimento; e delas sempre se utiliza para o aperfeiçoamento de movimentos e o ensino.

19) Plenitude na dança e fonte de pesquisas (20 anos) - O prazer artístico está alicerçado em conhecimento e saber; realiza com o corpo o que desejar e, graças aos anos de pesquisas empreendidas durante a existência, tudo tem coerência e os pontos de estudo parecem alinhavados.

20) Dúvidas sobre quando parar de dançar - É um momento delicado na carreira de toda bailarina e de qualquer artista.  Relutância em acreditar que suas apresentações iniciam uma fase descendente em se tratando de tempo; super-valorização do momento presente.  O tempo passa para todos.

21) Nostalgia e respeito público (mais de 25 anos) - Seu nome acaba sendo respeitado e admirado por todas aquelas que fazem parte do meio.  As lembranças pessoais parecem recentes... Se conseguiu construir uma carreira íntegra, acaba tornando-se uma "lenda viva" na arte.  Torna-se fonte de consultas permanente e admira-se com os novos talentos que despontam.  No fundo, lamenta que todas tenham que passar por cada uma dessas fases, se quiserem chegar onde chegou.  Umas se perderão no caminho, outras florescerão.  Afinal, a vida sempre foi um turbilhão de desafios.

 Evidentemente, o tempo de dança varia de mulher para mulher e da mesma forma as fases podem ter períodos de continuidade diferentes.  Um fator interessante e também muito importante é que tendo conhecimento de que essas fases existem pode-se diminuir sua longevidade e atenuar muitos dos aspectos negativos, principalmente das fases iniciais.
Faz parte da carreira de toda bailarina conviver com essas fases: elas determinam seu desenvolvimento e crescimento.  Nada fácil por sinal.
Esta é minha visão do mundo da dança do ventre no Brasil, depois de conviver desde 1983, diariamente com essa arte.

Jorge Sabongi - Agosto 2000
 (esta matéria foi escrita e publicada na Revista Khan el Khalili No. 2)

( Pesquisa realizada pela bailarina  Maryah Nogueira)

Dia da Bailarina

FELIZ DIA DA BAILARINA!

Para dançar é preciso se permitir…

… se permitir ser feliz,
… se permitir fazer feliz,
… se permitir sentir tristeza, alegria, dor, alívio…
.
.
.
… se permitir ser bela e belo,
… se permitir aventurar-se num mundo de sonhos e fantasias e torna-lo realidade, mesmo que por 1 minuto…
para ser bailarina é preciso se aventurar.
para ser bailarina é preciso amar, doar, sentir, rir, chorar, questionar, explodir, implodir, explorar, parar, rezar, suar (e muito)…
para ser bailarina é preciso saber viver com intensidade cada momento, desde o mais sutil ao mais intenso
.
por isso que DANÇA É REENCONTRO DE ALMAS.
AQUI QUEM ESTÁ NÃO É POR ACASO.

(Karen Ribeiro-http://balletadulto.wordpress.com)


Postado pela Bailaina Jéssica Assis

domingo, 28 de agosto de 2011

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Recebi este texto no curso que fiz com a Wanda Bambirra, e achei muito interessante, então quero compartilhar com vocês:

A ESCOLA

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Se reuniram e começaram a escolher as disciplinas.
O pássaro insistiu para que o vôo entrasse.
O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também.
O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
O coelho queria de qualquer jeito a corrida.
E assim foi, incluíram tudo mas, cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas.
O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele...
Mas, queriam ensiná-lo a voar...
Colocaran-no numa árvore e disseram: "Voa coelho!"
Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas...
Não aprendeu a voar e nem conseguiu mais correr...
O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas e depois não conseguiu voar tão bem e nem cavar buracos.


MORAL DA HISTÓRIA:

Todos nós somos diferentes, cada aluno tem algo melhor para nos oferecer, mas não podemos esquecer das dificuldades que cada um de nós apresenta...
Não podemos querer que todos sejam iguais, pois assim, acabaríamos fazendo com que todos sofram e no final, nossos alunos não serão nem o que nós queríamos que fossem e nem o que eles mesmos queriam de si...
O importante é ajudarmos cada um a descobrir suas potencialidades e trabalhar suas dificuldades, com limites!
Esse é o nosso lema:

"Dançar com prazer e bem estar"

Postado pela bailarina Anna Paulla

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

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Como vocês já conheçem essa minha vida de blogueira né, láa vem eu mais uma vez compartilhar textinhos com vocês que me chamam muita atenção... Dessa vez conheci um blog super bacana que se chama Dos Passos da Bailarina ( http://dospassosdabailarina.wordpress.com/) e o texto que venho reproduzir é o Ela é Bailarina - Cássia Pires . Espero que gostem também.

Eis o Texto:




Ela é Bailarina


Quem disse que eu não posso dançar? Os olhos disseram. Comente sobre o seu desejo de fazer ballet e espere as reações. Entre o riso contido e o ar de reprovação, todos imaginam a mesma coisa. É uma bobagem.
Não é mais. As bailarinas adultas vão dominar o mundo e percebo que não estou exagerando. Olhe para onde quiser e encontrará uma de nós.
Aos 27 anos de idade, comecei com um sonho. Não era mais de infância, tampouco era impossível. Eu desafio a gravidade e a anatomia. Adulta, desafio o tempo. O convido para dançar e ser meu amigo. Ele é o meu grande partner.
Sinto que agora eu tenho um brilho diferente. Talvez seja a paixão pela beleza. O encanto pela delicadeza. O apreço pela feminilidade. O amor pela leveza. A minha força. Por trás da minha candura há pés que sofrem. O meu corpo inteiro descobriu o significado da palavra dor. E o que eu faço? Sorrio.
É mágico tomar o meu lugar na barra e ouvir o piano tocar. Nas aulas, esqueço a vida lá fora. Ali eu sou a minha primeira-bailarina preferida.
No palco, o outro lado. O figurino que aperta. O coque que repuxa. A meia-calça que incomoda. A música começa e surge o grande medo: o erro. Ele chega e a frustração vem de brinde. Desmancho por dentro, mas continuo firme. Centrada. Linda.
A busca pela perfeição é o pote de ouro no fim do arco-íris. Eu queria ser perfeita, mas não sou. Tento o mesmo passo mil vezes e não consigo. Sinto vontade de jogar as sapatilhas na parede. Em vez disso, eu choro. Brevemente. Depois as sapatilhas voltam aos meus pés e tento de novo.
Aprendi no primeiro instante que uma vez bailarina, é para sempre. O meu corpo nunca mais foi igual, nem a minha postura. O mundo está em descompasso, eu me mantenho no eixo. O mundo gira, eu acompanho e termino em quarta alongé. O mundo desmonta, eu continuo em primeiro arabesque. Em um mundo de desencontros, no ballet eu me encontrei.
Agora, ninguém me olha com desdém. Sou lembrada de outra forma. Sabe quem é ela? A bailarina.

Postado pela Bailarina Jéssica Assis

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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Olá, estou de volta e hoje ainda falando sobre lesões na Dança, venho compartilhar uma reportagem com vocês do JPN - Jornalismo Porto Net (http://jpn.icicom.up.pt/) por Silvana Cunha e Catarina Campos publicado em maio de 2011. Eis a matéria:

Lesões em bailarinos: "O espectáculo tem de continuar"

os bailarinos testam diariamente, os seus limites físicos
Foto: Arquivo JPN

Quando a vida se resume aos palcos, sofrer uma lesão significa um sofrimento quase irreparável. Para os bailarinos que passam por isso, o apoio psicológico pode ser essencial.
É um fim de cena. É o que um bailarino sente quando, ao desafiar os limites do corpo para obter a perícia técnica e artística perfeitas, se lesiona. Numa arte onde o corpo é tudo o que o artista precisa, sofrer uma lesão envolve aspectos psicológicos como "tristeza, frustração, ansiedade e, em casos mais extremos, o catastrofismo", explica a psicóloga Diana Frasquilho, psicóloga e especialista na área da dança.
Alguém que depende inteiramente do corpo para trabalhar, no momento em que se depara com o "fantasma" das lesões, tenta ignorá-lo, lutar contra ele. Consumir drogas, álcool, ou até mesmo acusar tendências suicidas, são repercussões que uma lesão pode ter na vida de um bailarino.
Joana Tojal tem uma lesão e continua a dançar. A bailarina dança no Instituto "Alicia Alonso", da Universidade Rei Juan Carlos de Madrid, e assume que a única forma de curar a lesão é "deixar de dançar". Mas não o faz.
Como Joana, muitos bailarinos ignoram os sinais de lesão e mantêm-se a dançar mesmo com dores, agravando a sua condição física. O fenómeno de dançar estando lesionado aparece quase sempre como uma norma neste mundo. Parar devido a uma lesão é visto por estes profissionais não só como uma ameaça real à sua carreira e à sua sustentabilidade financeira como também "uma ameaça à sua própria identidade desenvolvida em torno do conceito de que a dor é sinal de progresso e ultrapassá-la é sinal de valentia e mesmo de cumprimento do dever", esclarece Diana, autora da tese "Lesões em Bailarinos: Impacto Psicológico e Contributo da Psicologia para a Reabilitação".
"Deveria existir uma prescrição de psicoterapia a par da fisioterapia"
Por sua vez, Sofia Romão esteve cinco meses afastada da dança, devido a uma lesão. A bailarina teve o discernimento de parar e regressou apenas quando melhorou. Reconhece a dificuldade de lidar com isso, mas assume que tratar da reabilitação rapidamente foi a sua prioridade. Recuperar de uma lesão implica, para além de tratamentos para reabilitação física, um acompanhamento psicológico.
Diana Guerreiro já teve oportunidade de consultar bailarinos lesionados e considera que este acompanhamento é "fundamental para reduzir o impacto psicológico, promover a adesão à reabilitação física e à recuperação, promover um retorno célere à actividade e prevenir prováveis recidivas". Pode,ainda, acontecer a lesão ser irrecuperável e, nessa situação o acompanhamento psicológico é também fundamental "para a reconstrução de um projecto de vida sustentável e satisfatório", remata a psicóloga.
Diana considera essenciais as estratégias psicológicas adoptadas no apoio à recuperação dos bailarinos. A psicóloga frisa que deveria fazer-se "dois em um" e ser prestado apoio tanto ao nível físico como psicológico. Este apoio pode ser uma motivação para que não haja uma desistência a meio do tratamento. Factores como uma "percepção errada da gravidade da lesão, pensamentos e emoções negativas face à recuperação, estratégias de coping desadequadas e a falta de suporte social" são, muitas vezes, a causa da desistência precoce.
Postado pela bailarina: Jéssica Assis

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Compartilhando...


Postado pela bailarina Jéssica Assis




"Toda mulher merece ser amada, reconhecida, reverenciada...



Toda mulher merece ser aplaudida, desejada...



Toda mulher merece estar em contato com seu feminino essencial...



Mediadora entre o sagrado e o profano, a mulher é a beleza materializada...



Toda mulher tem em si a sensualidade, a arte, o encantamento...



Toda mulher tem em si a força de um leão e a sensibilidade de um beija flor...



Toda mulher tem em si um iceberg a ser descoberto...



Entre a paz e a guerra, a mulher é o equilíbrio que destrói o velho e reconstrói o novo...



Toda mulher está ligada ao poder da criação...



Está ligada à energia sexual kundalinica...que abra as portas para evolução humana...



Está ligada aos fios invisíveis que nos levam aos céus...



Entre a luz e a escuridão, a mulher é a fortaleza que representa o amor incondicional na Terra...



Mulher guerreira, corajosa, que dá a vida por seu filho...



Mulher de amor incondicional, de luz, aceitação e perdão...



Mulher que faz o mundo girar e acontecer...



Quando dança, traz à tona toda essa energia, e promove liberdade, celebração e vida...

Quando enxergamos realmente uma mulher em sua essência, sem julgamentos, além das aparências, percebemos que cada gesto carrega toda uma história e temos a oportunidade de entrar em contato com a verdadeira arte da dança do ventre" ( Ju Marconatto)


                    Postado por Maryah Nogueira


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Compartilhando...

Nas minhas pesquisas e "andanças" pela net nessa minha vida de blogueira...rsrs estou aqui mais uma vez para compartilhar com vces um texto super interessante da Vivi do Blogger Casa da Brima, espero que curtaaam assim como eu curti... muitas que já praticam a nossa querida Dança iram se ver nesse texto e aquelas que estão começando receberam um novo gás concerteza !! Segue em frente...

Carta para quem começa estudar Dança do Ventre.

Sei que  a maioria das pessoas que acessam o blog é composta de profissionais e/ou bailarinas com muitos anos de estudo, por isso, normalmente, meus posts são voltados para a reflexão da nossa prática e do meio profissional. Porém, nesta semana, escrevi um texto para minhas alunas que estão iniciando na dança e achei que seria interessante compartilha-lo aqui também.  Foi escrito num momento onde relembrava minhas impressões e constatações sobre a dança quando iniciava meu caminho por ela.
Como aproveitar da melhor forma seu curso de Dança do Ventre.
Aventurar-se pela Dança Oriental, fazer bailar o ventre, é  um grande passo para o auto-conhecimento. Nessa dança, restabelecemos a conexão com aspectos de nossa feminilidade que até então podiam estar abafados pela forma como agimos no dia-a-dia, influenciadas por um mundo onde a dinâmica social ainda se encontra, na maioria das situações, pautada na visão masculina que privilegia a força e a competitividade.  Cuidamos muito de nossa aparência externa, de nossa pele e cabelos, procuramos roupas que revelem nossa beleza mas também nos  apresente ‘poderosas’ para a sociedade e isso em si não é um problema. O problema surge quando focamos demais no externo e não damos tanta atenção para o nosso interior. E então, por dentro, nossa aparência é frágil, nosso emocional por vezes é totalmente dependente da presença do outro e vivemos driblando nossas inseguranças, inquietando-se com uma certa sensação de inadequação que aparece sem mais nem menos, e soa assim, como um sussurro que nos pergunta: ” por que você está  fazendo algo ao contrário do que pede  a sua natureza?”
Por isso, ao iniciar um curso de Dança do Ventre e começar a restabelecer o contato com esta parte adormecida,  é natural que nos sintamos estranhas, “peixes fora d’água”, desajeitadas. Um corpo acostumado a um mundo de ações e regras rígidas, enrijece-se também e não teria como ser diferente, afinal, é através do corpo que o mundo chega até nós. E, muitas vezes, nem nos damos conta disso.
Portanto, a primeira orientação que lhe dou é: tenha paciência com você, com a forma como seu corpo responde e até com o que lhe parece ser desobediência dele. Veja… O passo mais difícil você já deu e foi o de vir para o curso.  Daqui pra frente, tudo é uma questão de tempo e de saber administrar a ansiedade.  Todo corpo é capaz de dançar e não será diferente com você.
A aula dura apenas 1h30, 2h no máximo. É um tempo curto se pensarmos no tanto de “trabalho” que temos pela frente. Por isso, procure estar realmente presente, não só de corpo, mas de mente. Parece ser redundante falar sobre isso, mas eu mesma já cheguei a fazer aula de dança preocupada com os afazeres e problemas que tinha deixado do lado de fora da sala, e com toda certeza afirmo: é a pior forma de boicote que pude me fazer. Passei 1h30 “inútil”, pois não resolvi o que estava lá fora e não fixei o que aconteceu na aula. Lembre-se: o que está fora da sala de aula, está fora e se você veio dançar é porque o que tem a resolver pode esperar.
Siga fielmente as orientações que são dadas sobre a forma de se fazer os movimentos, mas faça-os dentro do seu tempo, respeitando a velocidade com que seu corpo consegue internaliza-los. Resista ao ímpeto de se comparar com a colega do lado, porque ela é diferente de você e isso de nada adianta, a não ser aumentar a sua ansiedade e afastar a sua concentração. Repetir os movimentos é um processo necessário para que o corpo se familiarize com a nova forma de se movimentar. Costumo fazer sempre esta comparação…. A dança é uma forma de linguagem. Ora, aprender uma nova língua leva tempo, requer da boca uma forma diferente de movimentar a língua e os lábios.  O cérebro precisa organizar as palavras de uma outra forma para poder formar frases e as cordas vocais se combinarão de um novo jeito para pronunciar uma palavra nunca dita antes. Se você já aprendeu inglês, se lembrará disso…. Como foi a primeira vez em que falou a palavra world ou Massachussets? Viu, com a dança é igual… Você não aprendeu inglês em 1 semana, não se tornou fluente em 1 mês. Toda grande bailarina, antes de ser grande, passou pelas mesmas etapas que você…. Aprendeu primeiro os movimentos (as letras), suas combinações (as sílabas), colocou-os num ritmo (as palavras), em seguida organizou todos eles e dançou (formou as frases!).
Rs… Como existem relações entre as coisas, não é?
Todo aprendizado requer a fixação do que foi aprendido e isso é feito num momento que costumo chamar de “eu-comigo-mesma”.  Em casa, num local onde você não será interrompida,  revise os movimentos dados em aula. Acredite em mim, isso é essencial para o seu progresso na dança.  Também é comum acontecer de um movimento que tenha “empacado”  na hora da aula aconteça depois, no dia seguinte, durante seu treino, embaixo do chuveiro, por exemplo. por que isso acontece? Bem, acho que temos várias respostas para isso. Uma das minhas hipóteses é que nossos músculos, durante a aula, podem tensionar devido a atividade, atrapalhando a realização de um ou outro movimento. Some isso ao fator emocional (a pressa de querer acompanhar a professora, a turma). O cenário está feito e dele, não há movimento que saia.
O treino em casa também é importante para que você se experimente dançando uma melodia árabe, constatando como é diferente a estrutura dessas músicas em relação às nossas. Encaixe os passos que você aprendeu com o ritmo que estiver ouvindo, vá  afinando seu ouvido à fala árabe e descubra que toda música tem um humor (triste, alegre, sensual, misteriosa….). Aliás, a maioria das descobertas são feitas nessas horas. Anote-as se achar melhor e socialize-as na aula.
Aliás, falando em anotações, algumas pessoas gostam de trazer um caderninho para aula para registrar os passos que foram dados e as informações que  dou durante a aula. Acho válido esse recurso, porque ajuda a  lembrar de exercícios que podem ser esquecidos de uma semana para outra, como por exemplo, uma sequencia coreográfica, a dica de um cd, de uma música, livro ou filme. Apenas lembre-se que essas anotações não devem tomar todo o tempo em que você está treinando um movimento. Uma dica é escreve-las em forma de tópicos e em casa, ao chegar da aula, você poderá elabora-las melhor. Um ótimo exercício para a memória e de assimilação do que foi dado!
Aprender uma dança que não faz parte da nossa cultura demanda conhecer a cultura da qual esta dança faz parte. Devemos lembrar que em toda dança existe a expressão do pensamento social, não só individual. A dança é um organismo vivo, que é influenciado pelo movimento da sociedade e pela forma como esta sociedade pensa, age, vive. Não há como desatrelar uma coisa da outra. Além das informações trazidas em aula,  procure também fontes confiáveis para conhecer melhor os aspectos da cultura árabe. Trago 3 dicas de livro para você começar: “Árabes”, de Mark Allen, “Uma mulher egípcia”, de Jean Sadat e “Orientalismo”, de Edward Said.
Não tenha receio em perguntar ou em contribuir com as descobertas que faz… A sua dúvida pode ser a dúvida de outras pessoas também, e sua descoberta pode ajudar a colega que está confusa.  Um dos tantos benefícios que a dança tem é o de agregar as pessoas, enriquecer a nossa vida social.  De certa maneira, está se reproduzindo na sala de aula de Dança do Ventre o mesmo costume das mulheres árabes dentro de suas casas, quando reunidas com suas irmãs, filhas, tias e avós partilham a dança umas com as outras, ora ensinando as mais novas, ora comungando o puro prazer de dançar. Somos, nesse momento, mulheres com um mesmo objetivo.
Eu, como professora, desejo tornar mais fácil sua caminhada pela Dança do Ventre.  Na verdade, estamos na mesma estrada, eu só estou um pouco à frente de você. Por estar à frente, sei das coisas que  podem ser encontradas pelo caminho e tenho condições de lhe ajudar a lidar com elas. Toda dança é uma jornada de centenas de paisagens e tenha sempre em mente que, mais importante que o final da viagem, é o desfrutar do trajeto.
Com carinho, Vivi

Bjinhoos Pupilas espero que tenha gostado !!!

Postado pela bailarina Jéssica Assis

terça-feira, 5 de julho de 2011

Compartilhando


                                                 Shimmies x bailarina

 Alguém ai sabe me dizer se tem pesadelo maior para um bailarina de dança do ventre do que o "bonitinho mais ordinário" shimies?
Como diria a sábia mestra Lulu Sabongi: "o shimies  é algo que toda bailarina buscará em toda a sua trajetória de dança...até de bengala elas buscarão ets movimneto"
É fato que para este movimento sair "limpo" exige-se muito treino: debaixo do chuveiro,ao lavar vasilhas, passar roupas e/ou qualquer outra situação em que você esteje em pé..Estão espantadas?Nada disso...para treiner certos movimentos da dança do ventre não é preciso apenas fazê-los em sala não, aproveite qualquer tempinho livre para aprimorar...
A teoria do passo é muito simples: alternar os joelhos para trás com a musculatura das coxas e glutéos relaxadas (isso para o tremido, vibração é diferente).
O tremido é como qualquer outra situação de "esforço", você tem que acostumar o corpo a ele até que não seja mais esforço ....então treine e  nada de preguiça! Lembrando que existem milhares de técnicas pra isso no mundo, não que outras estejam erradas, mas o melhor caminho para esclarecer dúvidas é ESTUDO E TREINO....
Existe também o shimies ou tremido de peito, que é + ou - assim: Chacoalhe rapidamente os ombros de um lado para o outro. Todos os movimentos que envolvem peito e busto devem ser feitos com cuidado para não vulgarizar a dança. 

Atenção dançarinas:

  A dança do ventre pode no máximo ser considerada sensual, porém muitas pessoas  a consideram  de  forma sexual.

Muuuuuuuuito cuidado ao elaborar um passo ou movimento em sua dança.A valorização dos movimentos é muito importante. Não vulgarize a dança do ventre, nem o que ela têm de  belo e precioso: sua história e cultura.

 

O movimento errado traz consequências muito sérias: a bailarina poderá apresentar problemas nos joelhos, quadris, fêmur  e na  lombar. O shimies é um dos elementos fundamentais na dança oriental, estando presente em praticamente todas as apresentações.
A palavra shimies está relacionada a "vibração", "tremido", "tremeluzir"... mas os shimies não estão limitados aos movimentos em que a bailarina está parada e tremendo o quadril. Existem vários tipos de shimmies: vibração (parado, em pose), que pode ser de encaixe/desencaixe, tensão, solto; em deslocamento, podendo ser simples, duplo, deslocado, invertido, com vibração, etc... A Dança do Ventre consiste em alguns movimentos de vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem todo o corpo.
O shimies (vibração) de quadril é o movimento mais conhecido, mas, na realidade, o fundamento da dança do ventre é o controle abdominal e o isolamento das partes do corpo. Uma vez que se atinge estes dois princípios básicos, os movimentos acima citados estendem-se às outras partes do corpo: quadris, torso, ombros, braços, cabeça e pescoço isolados ou em diversas combinações
Uma dica que eu considero importantíssima:
- A postura adequada: quadril encaixado, peito alto, ombros baixos.
A intensão do shimies deve ser adequada ao tipo de coreografia que você está dançando, ou seja, se for uma rotina clássica, a meia ponta deve ser alta, com os acentos sutis e precisos, se for um folclore, a meia ponta pode ser mais baixa (ou fazer com os pés no chão), com os acentos mais fortes, etc.
Enfim...pesquizem,estudem,vivam,respeitem a dança .

“O ÚNICO PASSO DE DANÇA QUE É VERDADEIRO E TRADICIONAL, CONHECIDO POR TODAS AS MULHERES EGÍPCIAS, O BALANÇO DOS QUADRIS ”
Hossam Ranzi

 Maryah Nogueira