quarta-feira, 26 de outubro de 2011

... Seguir em frente...

Poucas coisas nos fazem querer seguir em frente...
Mas antes de falar sobre isso... Quero agradeçer imensamente o carinho que recebo de cada uma das bailarinas que homenageio aqui no blog, espero que saibam que isso é apenas uma demonstração de carinho e admiração que tenho por cada uma delas, são bailarinas que eu estudo constantemente que acrescentam muito na minha dança e na minha vida e não há e nunca houve interessente algum... É simplesmente para isso agradecê-las de alguma forma por nos agraciar com tanto talento !!! São elas que trazem mais seriedade e profissionalismo pra este nosso meio, que é tão difícil encontrar pessoas do "bem".


Obrigado pelo carinho Nevenka...


Voltando ao assunto...
Esses meses atrás aconteceram tantas coisas que me fizeram pensar em desistir... De verdade... Esse nosso meio é tão dificil, tão cheio de fofocas e invejas, se você que age com a verdade as pessoas ja falam imagina que não age???


É complicado definir quem realmente trabalha com seriedade e respeito... Quem realmente busca a verdade á ser passadaa... E não adianta não entra na minha cabeça as aulas q se preocupam apenas com o trabalho técnico da dança do ventre, pois a nossa dança não envolve so isso, estamos falando de uma Dança milenar, com uma rica e extensa cultura e não podemos "brincar" com isso estamos "mexendo" com algo que não é nosso, devemos é nossa obrigação respeitar e CONHECER sobre aquilo que estamos dançando... Para conseguir trazer toda esse essência para os palcos da vida.
Dança do Ventre não é uma atividade qualquer... e ate quando as pessoa vão tratá-la com falta de respeito, simplesmente visando a sua parte sensual q aos olhos de alguns ja virou ate sexual.... (affee)
Você acha que eu treino 14 horas por semana simplesmente para subir no palco e seduzir???
É definitivamente não isso, se fosse pra isso haveriam maneiras mais fáceis!
Antes de saírem falando de algo, experimentem conhecer e vivenciar isso ! So quem vive sabe...


Dança do Ventre não é so rebolar.... ( Quem disse q a gente faz isso mesmo??) affee !


Enfim vejo tanta coisa por ai que ás vezes me assustoo!!! ée ainda tem coisa que me surpreeende... Mas é a vida... E o tempo, sim o tempo prova quem esta com a verdade.... Pode demorar mas não falha...!!!


Continuarei buscando o melhor sempre !!! Quero e continuarei levando a qualidade e a ética que tanto prezo.
Acredito que a "Bailarina que nada conhece não Dança, apenas se movimenta" ( Luciana Arruda), e vocês o que vocês querem...? Valorizem-seee !


E ai os dias passam... e a cada sorriso que eu vejo em sala de aula, a cada aluna que se dedica, á cada hora que subo no palco e vejo que eu a música se tornam uma so, dos elogios que reçebo... Esqueço todos estes problemas... e vejo que sim vale á pena... (apesar de tudo, apesar da falta de grana, da falta de interesse de outrens, enfim das dificuldades quem permeiam nosso meio que vces bailarinas ja conheçem...)
Vale á pena eu me esforçar, vale a pena cada suor, cada sapatilha furada, cada correria, todo o cansaço, eu não consigo mais separar a dança de mim, não consigo... Já se tornou parte ! E eu não abro mão de nada... E tudo que for pela minha dança eu faço.
Já ouvi várias vezes que não é você quem escolhe a Dança e sim ela que te escolhe ! Pois é cada vez mais acredito nisso !


Aaa desabafeii.... rsrs


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Compartilhando...

 As dimensões do corpo,exclusivamente voltados á dança:







( Maryah Nogueira)

Compartilhando...

Nas minhas andanças pela net ta ai encontrei mais coisas interessantes... Bailar Magazine vale a pena conferir Por isso sou fã de Jade...!
Para maiores informações acessem:
http://www.bailarmagazine.com.br/


 “Ventrevest”




Jade El Jabel
Publicado em outubro 15, 2011 
Jade El Jabel
Jade El Jabel
Um grupo de 10 vestibulandos sentam-se à mesa do bar e fazem um Campeonato de Adivinhação da Tabela Periódica, definindo que o último a acertar paga a conta. A brincadeira dura apenas poucos minutos, pois todos os 10 a sabem de cor. Dá empate técnico, 4 deles demoram o mesmo tempo para lembrar a tabela toda e, portanto, devem pagar a conta. A conta chega: $ 160,00 a serem divididos pelos 4 perdedores e um deles pergunta: – Alguém tem uma calculadora?
É claro que estou aqui para falar de Dança do Ventre e contei esta historinha hipotética para fazer um paralelo com o que pretendo colocar: A atual Dança do Ventre (há exceções, sempre há, muitas, Graças a Deus!) está numa fase “Dança pré-vestibulanda”, onde decoram-se fórmulas e esquecem-se coisas simples, entretanto, fundamentais para o dia a dia de uma bailarina, como divisão (por 4!) na vida de qualquer criatura.
A menina entra para dançar: Linda, bem vestida, com um figurino “recomendado” de Costureira X ou Y, a custo de “Costureira da Moda” ou ainda (pior!) “Condição para ser aceita”. Cabelo e maquiagem impecáveis, sorriso aberto, corpo “dentro dos padrões definidos por sei lá quem”. Tudo que disseram que ela deveria fazer para ser aceita.
Entra no momento certo da música, com muito impacto, gira, sorri, ocupa todo o espaço com uma meia ponta de deixar qualquer Fifi Abdo de queixo caído e então lá vem ele… um violino! Um violino é um instrumento arredondado, pequeno, acinturado, que é tocado coladinho ao corpo, às vezes de olhos fechados o que, traduzindo para “Dançadoventrês”, pede (ou exige?) oitos, redondos, ondulações, movimentos cheios de sinuosidade, sensualidade, poesia e a “Candidata” (ui!) faz… braços! Molduras pré-aprovadas, perfeitas, organizadas. Então, surge um Qanoon, desenhando ondas trêmulas no ar, trêmulos pequeninos, irregulares, que sobem, descem, desaparecem e ressurgem de longas pausas de delicioso silêncio e a candidata… gira, gira, faz cambrés, arabesques, tudo muito lindo, muito limpo e… absolutamente fora do lugar.
Daí “tenque”… Tem que fazer uma cara assim, outra assado, olhar para todos os examinadores, sorrir, agradar, agradecer, seguir as regras, as fórmulas, os Guias… Tem que pular loucamente à simples menção de um Mizmar, porque daí é Saaid, tem que “bater cabeça”, numa simples menção de um “Soud”, porque daí, é Khaligie.
Um rítimo “incidental” é uma citação dentro de uma composição e não uma regra para a bailarina e, na minha opinião, o que quer que ela faça com graça, beleza, verdade e prazer, dentro do tempo, com bom gosto, sim, está certo!
Pergunte em uma sala com 30 brasileiros:
- Qual a diferença de Baião e Xaxado?
- De que região do Brasil vem a Catira?
- Qual é a diferença entre Aboio e Repente?
- O que é síncope?
Destas perguntas depende, um sujeito que se julga “músico brasileiro competente” sê-lo de fato, assim como apreciadores da música brasileira.
Depois que constatarmos que não sabemos, sequer o “mínimo” sobre a nossa própria música, podemos voltar a falar sobre ritmo e composição, mas já me adianto: É de uma prepotência sem precedentes acreditarmos que aqui, do outro lado do Planeta, podemos julgar com absoluta certeza, se um ritmo incidental é um Soud, Aiub, Núbio que têm, entre si a diferença de um Baião e um Xaxado (ambos, nós, ignorantes da música brasileira chamamos de “Forró”, que é, também, uma outra coisa, vem de “For all” – “para todos” em inglês – e trata-se da Festa, é um evento, é uma “Festa for all”.
Informação balsâmica para a sua cara de “?”. Dança do Ventre também é for all!!!
Uma dança com figurino e música árabes que não tem oitos, ondulações, redondos e shimmies é Fusão (ou “Fusion”, como a maioria prefere chamar), não é certo nem errado mas “do Ventre”, sem trabalho de Ventre, não, não é.
Como foi mesmo que isso aconteceu com a gente? Por onde e por que começou? Eu palpito que foram dois eventos paralelos aos “Concursos de Dança do Ventre”:
1 – A Dança do Ventre é difícil, mesmo, demora, às vezes dez anos para estar, realmente, Oriental, então começamos a “comê-la pelas rebarbas”, ensinando braços para a dança, ballet para a dança, leitura musical para a dança, coisas. Coisas em volta da dança.
2 – Fazer aula regular anda meio fora de moda… A menina vem para uma turma ou aula particular e eu pergunto “Quanto tempo de aula você tem?” e, depois de muita enrolação para responder, percebo que ela faz “Workshops de Dança do Ventre há X anos” e aulas particulares com o País inteiro para ser conhecida por bailarinas importantes o que irá, certamente (?), ajudá-la a “Passar no Ventrevest” de sei lá quem.
O tempo médio de Graduação em uma Universidade “quase impossível de entrar” varia de 6 a 10 anos. Ninguém ensinou o que fazer depois de “estar lá”, só aprendemos a “estar”, não aprendemos a ser, nem a aprender, nem a permanecer porque fórmulas servem apenas para isto. Estar. O ser é uma construção pessoal, ser profissional, então, uma outra construção que depende de um pouco de talento e muito esforço, então vem a frustração e a menina bate na minha porta uma vez mais “Eu fiz tudo direitinho! Tenho um guarda-roupa incrível, conheço todas as pessoas que deveria conhecer, fiz os cursos que tinha que fazer e ‘não aconteceu nada’!” e então, me resta a terrível função de comunicar a menina que para ser Bailarina de Dança do Ventre ela precisa aprender a dançar Dança do Ventre e, sim, estas coisas óbvias são as que devem ser repetidas porque são as que esquecemos primeiro, buscando a tal da fórmula que em tantos anos de apaixonado exercício de ensinar Dança do Ventre (17!!!) não há diabo que faça a menina convencer-se disso, por mais que eu diga.
Encerrados os meus argumentos, a contra-argumentação é quase sempre a mesma: “Você é a Jade, você pode se dar ao luxo de fazer o que quiser!”, lá vem mais uma informação-bálsamo: É o contrário, Bailarina!!! É justamente o contrário: Foi somente por fazer o que quero – e estudo, e acredito, seguindo o exemplo de algumas das maiores bailarinas do mundo – que eu cheguei até aqui.
Vai pro espelho, Bailarina! Pegue esse tempo de discussão de fórmulas, tome um banho bem gostoso, cuide da sua pele, faça muito carinho em você mesma, coloque uma roupa confortável, faça um chá de frutas vermelhas e vai ver a Fifi Abdo dançar…
É pra você, pra mim, pra Fifi, é for all!
Jade El Jabel
www.jadedancadoventre.com.br


Postado por Jéssica Assis